Bóson de Higgs – Primeira Matéria?

Numa visão científica própria do campo da Física, temos a confirmação da existência de uma partícula elementar teoricamente surgida logo após o Big Bang chamada de Bóson de Higgs, que ganhou esse nome em atribuição ao físico britânico Peter Higgs, que foi quem, em 1964, estudou a possível existência dessa partícula elementar.

Em março de 2013, em experimentos feitos em um grande colisor de hádrons, descobriu-se uma partícula que se comportava de acordo com as premissas formuladas pelo Modelo Padrão que dá conta de classificar todas as partículas fundamentais conhecidas até hoje.

Essas partículas fundamentais são divididas em dois grupos: bósons e férmions. Numa visão mais geral, os férmions são as partículas que constituem a massa de todas as matérias e os bósons são as partículas que são responsáveis pelas associações entre os férmions na construção de todas as matérias.

Muito embora a confirmação da existência da partícula de Higgs não consiga dar conta de explicar a totalidade das forças fundamentais que regem o universo – porque ainda falta uma explicação da quantificação da força fundamental chamada de gravidade -, estamos diante de um primeiro elemento formador do universo.

Porque esse era o elemento fundamental que faltava ser confirmado que explica a formação das peças de construção dos átomos que são os prótons, elétrons e nêutrons, em sua totalidade. Então estaríamos diante da matéria mais visível, desde a formação do universo, que o homem pôde visualizar até agora.

Chegamos numa fronteira que, talvez, seja a separação entre o que foi criado e Quem Criou, ou a Fonte Causadora da Criação e a matéria criada a partir dessa Fonte.

A matéria foi criada por essa Fonte e agora um tipo de matéria especial – ser humano – chegou ao ponto de chegar nessa fronteira da Criação através dele próprio enquanto matéria, a priori.

O interessante é que nunca o “faça-se a luz” poderia ser tomado tão ao pé da letra, porque até então seria somente uma analogia à criação inicial da matéria. Porque o Bóson de Higgs se comporta como a luz.

Será possível ao homem chegar no “Que Fez a Luz” pela via totalmente racional através de cálculos matemáticos ou experimentos outros que o façam visualizar o Criador do universo? Será que estamos mesmo frente à Partícula de Deus como fora do âmbito científico o Bóson de Higgs é conhecido?

São perguntas que a razão humana um dia haverá de responder, seja pela via de seus sentidos naturais desenvolvidos no ambiente terrestre, seja por outra via que esteja mais afeita a visualizar Uma Realidade que criou a matéria mas que, ao que tudo indica, não precisa da matéria para Se fazer existir desde sempre.

Ambiente Espiritual

Já refleti um pouco em outro post que teríamos dois caminhos excelentes para adentrarmos em um ambiente mais afeito à espiritualidade cristã, e um deles seria a percepção da existência da própria alma, em que uma vez constatada essa existência um mundo novo se abre.

Outro caminho seria a experiência de um milagre. Mas não um milagre qualquer, de qualquer jeito, resvalando até para um truque de mágica ou algo que o valha, mas um milagre atrelado à esfera cristã, num ambiente cristão, perto de uma igreja cristã, porque tal milagre seria atribuído de imediato e sem maiores dúvidas ao mundo cristão.

Mas existiriam momentos e ocasiões mais propícios para que esses milagres e essas percepções se tornem mais fáceis de serem conseguidas? Sim. Porque infelizmente a maior parte da humanidade ocidental acha-se inserida em uma rotina em que interesses e necessidades imediatas são administradas cotidianamente, principalmente em grandes centros urbanos, e torna-se mais difícil se concentrar em outra realidade que não seja essa realidade cotidiana.

Podemos até notar que no começo dos finais de semana por vezes nos mostramos menos concentrados nessa realidade cotidiana quando nos damos conta de que uma parte dos afazeres geralmente ligadas ao trabalho não se farão presentes. Entra-se numa aura um pouco mais relaxada e acabamos concentrando as atenções em afazeres mais lúdicos como assistir televisão, atividades esportivas, pequenos passeios, etc.

Tomando por base essa experiência de que nos damos conta que existem momentos mais propícios para o desenvolvimento de uma espiritualidade cristã, ou nos voltarmos para a Realidade Primeira que torna-se o Fundamento de uma existência material ou não material, procuremos, sempre que possível, nos voltar para essa Realidade e tentar se inserir num contexto que, a priori, não influenciaria em sua vida cotidiana habitual, mas que poderia até ser a saída para a sua vida cotidiana habitual quando essa se mostra infrutífera sob vários pontos de vista pessoais.

E esse é um elemento importante para que possamos sair desse cotidiano habitual em que estamos inseridos: a tristeza. Porque existe uma máxima que nos faz ver que a tristeza é permitida por Deus para que a nossa existência saia desses parâmetros em que a mesma está inserida cotidianamente. E essa máxima só é levada realmente em conta quando nos damos conta de que foi num momento de tristeza que buscamos outro sentido para a existência em que um fato extraordinário, talvez até sobrenatural, tenha acontecido. Em outras palavras, uma espécie de milagre.

Então, procuremos esses momentos mais descontraídos, e sempre que possível até mesmo uma pequena viagem para um local diferente, longe da rotina que nos mantêm com a mente voltada sempre para os mesmos afazeres, problemas, ou situações a serem administradas.

Procuremos um contato com o Criador a partir do caminho que Ele deixou aqui na terra para que O busquemos sempre. Porque esse caminho é um caminho privilegiado, construído por muitos que entregaram a própria vida em busca desse Ideal construído há dois milênios.

Mesmo que não se tenha ainda a percepção, ou a noção da existência da alma, permitir que o Criador elabore e desenvolva pequenos milagres que sejam, é saber que a partir dessas percepções extraordinárias em um ambiente totalmente cristão, é sentir na própria alma a existência do Criador; é olhar para montanhas sendo iluminadas ao longe pelo sol poente e ver naquela paisagem um presente, ou uma imagem que deva ser perpetuada como forma de lembrança desse momento especial. Um momento em que houve um pequeno milagre.

Energia Solar

A energia solar ou a captação da energia que chega ao nosso planeta através do Sol e transformada em energia elétrica por células fotovoltaicas há muito deixou de ser uma novidade.

A novidade é que essa geração de energia está cada vez mais deixando de ser somente um fonte de energia elétrica alternativa para lugares longínquos em nosso planeta ou para projetos de colonização em outros planetas.

A captação e geração de energia elétrica a partir de células fotovoltaicas está cada vez mais acessível e hoje já é possível verificarmos empresas que atuam nesse ramo fornecendo a possibilidade de termos esse tipo de energia elétrica mesmo em um ambiente urbano.

A tecnologia empregada nessa geração de energia elétrica está se aperfeiçoando e chegará um tempo em que essa fonte de energia limpa será algo comum em muitos lares e setores empresariais.

Novos materiais mais resistentes, mais eficazes e mais acessíveis trazem um novo momento para a utilização dessa fonte de energia elétrica.

No Brasil temos dois ecossistemas que parecem ser ideais para esse tipo de geração de energia elétrica, haja vista que o cerrado e a caatinga têm uma insolação praticamente ininterrupta o ano inteiro.

Já participei de uma palestra oferecida por uma dessas empresas que atuam nesse mercado de fornecimento de energia elétrica e aprendi muito sobre o momento atual em termos de comercialização.

Além de ver de perto, pela primeira vez, uma placa com células fotovoltaicas, aprendi que, hoje, é possível alimentar uma residência a partir da geração de energia elétrica captada e transportada para a própria rede convencional de energia elétrica que, por sua vez fornece a energia captada e ainda compra algum excedente de energia que porventura tenha sido gerado.

Entre as possibilidades de captação e geração existe a de ser fazer um projeto no próprio local em que será consumida a energia elétrica produzida, ou seja, no telhado ou em algum local próximo que comporte as placas; ou comprar um terreno num ambiente rural de forma coletiva e construir uma “fazenda” de geração de energia, o que equivale a um hectare mais ou menos; entre outras formas de se ter uma energia que se tornará muito mais barata depois de algum tempo muito curto, quando “se paga” o investimento inicial, segundo foi informado nessa palestra.

E a vantagem econômica de se estar próximo de regiões mais inóspitas e mais ensolaradas que serviriam como áreas de produção de energia solar é que o valor dos terrenos nessas áreas são infinitamente menores, haja vista a impossibilidade de haver alguma atividade econômica tradicional nessas áreas por motivos que estão mais ligados à escassez de recursos naturais mínimos.

Nessa mesma palestra houve a explanação de que existe até mesmo uma preocupação ambiental nesse tipo de geração de energia elétrica, mesmo em um ambiente que se mostra muito inóspito, porque sabemos que existe uma fauna e uma flora adaptada a esse tipo de ambiente inóspito e que tem que ser preservada, mesmo que a área a ser utilizada seja ínfima em termos proporcionais à área que tais ecossistemas específicos abrangem. Mas o certo é que cuidados na preservação de ambientes ecológicos são também observados.

Mas um dos aspectos mais interessantes nessa técnica de captação e geração de energia elétrica a partir de uma evolução tecnológica humana é a constatação de que ao captar recursos naturais e transformá-los em um bem energético – eletricidade -, muito valorizado nos tempos modernos a partir de uma fonte inesgotável e que até recentemente era apenas um dos responsáveis pelas estações do ano em nosso planeta – para ficarmos apenas em uma das muitas importâncias do Sol para o planeta e os seus processos químicos e físicos dependentes do mesmo -, constata-se o que a engenhosidade humana pode desenvolver a partir de técnicas que remotamente começaram a ser usadas desde que o homem começou a lascar pedras.

A força dos ventos, a força das marés, a força das águas, vários recursos naturais sendo utilizados para a produção de energia elétrica, mas a força do Sol, essa parece guardar um significado mais significativo para o homem, porque essa força sempre esteve presente no evoluir humano no planeta, chegando a ser cultuado em muitas civilizações antigas, porque é a força que se faz mais presente em termos de luz e calor.

Então o Sol era o que estava faltando quando se trata de geração de energia, porque o reino vegetal há muito utiliza essa energia provinda do Sol na fotossíntese.

Coube à espécie animal que mais se destaca no planeta imitar as plantas e também se beneficiar ainda mais do que já se beneficia e gerar a energia que move o mundo moderno em termos de desenvolvimento humano.

Caminho Não Material

No post anterior tentamos traçar, em breves linhas, o caminho percorrido pelo homem em sua evolução enquanto espécie de acordo com o que a percepção humana construiu e conseguiu trilhar seguindo os sentidos naturais em contato com o meio material ao redor.

Sabemos que todas as civilizações humanas em várias épocas tentaram ou desenvolveram uma forma de entrar em um meio mais metafísico da existência. Muitas dessas tentativas são conhecidas, até mesmo porque muitas delas são milenares e passam de geração a geração.

E como sabermos que essa afirmação de que todas as civilizações humanas – em todos os tempos – procuraram algum tipo de contato com o mundo não material é verdadeira? Porque há a constatação de que uma das principais formas de os arqueólogos saberem que tal crânio encontrado numa escavação seria de um homem pré-histórico é a presença de objetos pessoais no local fúnebre, mostrando uma nítida cerimônia de preparação para uma vida pós-morte. Outro exemplo recente seria a de moedas encontradas dentro dos crânios em que foram colocadas nas órbitas oculares para, segundo a mitologia grega, pagar o barqueiro de Hades que transportaria as almas dos mortos sobre as águas que dividiam o mundo dos vivos do mundo dos mortos.

São exemplos que ilustram que todas as sociedades humanas, em todos os tempos, sempre tiveram essa tendência natural, poder-se-ia dizer, de, em momentos específicos, ou cotidianos, voltarem as suas atenções para a tentativa de entrar em contato com um mundo não material.

Mas esses caminhos talvez surjam de uma necessidade humana de dar resposta a uma realidade muito conhecida desde que os homens desenvolveram as suas técnicas mais primitivas e se deram conta de que todas as existências, ou todos os seres vivos estavam marcados por um fim comum a todos. Daí a constatação de que, na história e na pré-história da humanidade em certos momentos a realidade não material poderia ser tão concreta quanto a realidade material ao redor do ser humano.

Mas poderíamos dizer que todas as tentativas humanas que buscavam alguma forma de comunicação com um mundo metafísico seriam ou deveriam ser tidas como caminhos corretos para alcançar essa percepção não material? Esse é primeiro paradigma que deve ser colocado em xeque: um possível senso comum, nos dias atuais, dando conta da afirmação de que todos os caminhos de caráter metafísico trilhados e desenvolvidos pelos homens são caminhos bons em sua natureza, porque todos levariam à Realidade Primeira.

Podemos contatar em qualquer livro de história que em muitos desses caminhos haviam rituais que atentavam contra a própria existência humana, haja vista a presença de sacrifícios humanos diversos. Então pode-se constatar que a afirmação de que “todos” os caminhos são caminhos bons porque ao final eles levariam ao contato com o Criador, não prevalece depois de uma pequena reflexão mais aprofundada.

Mas teríamos um caminho que seria mais de acordo com a condição material humana que trafega em um ambiente material? Porque devido à condição material da existência humana é difícil se desvencilhar de um olhar em que ao final a matéria não esteja sempre presente, mesmo que numa seara dita metafísica. O exemplo maior é a visão de que tudo no mundo – as nuvens, a flor, o homem, a pedra, etc. – tudo é deus. Seria uma forma correta de encarar uma possível realidade metafísica se não houvesse a constatação de que, na realidade, seria mais uma celebração materialista, porque ao final todos os tipos de matéria seriam os próprios deuses.

Temos várias trilhas que desembocam em determinado caminho que seria o verdadeiro e mais seguro caminho em direção a uma Realidade metafísica que se mostra a mais de acordo com a tendência humana de se inclinar frente a uma realidade não material. Dentre essas trilhas existem duas que se mostram as mais eficazes nessa tentativa humana de desenvolver um meio que esteja mais afeito ao desenvolvimento de uma espiritualidade.

Para se alcançar uma dessas trilhas deve-se ter a consciência de que além da matéria, possuímos outra forma de ser e estar presente no meio material que se une à matéria enquanto a mesma exista enquanto ser reconhecidamente material ou biológico.

Para nos darmos conta de que somos outro ser dentro do nosso ser – mas que vivem em comunhão até que o ser material deixe de ser proeminente -, devemos dar um mergulho dentro de nós mesmos e acharmos ou conseguirmos enxergar a nossa alma.

Uma vez constatando-se a existência da alma dentro de nós e de todos, onde todos têm a sua própria alma, entramos numa realidade sobrenatural em que tudo é possível em termos não materiais. Porque somente com a constatação desse ser não material presente em nós e fazendo parte de nosso ser é que somos capazes de termos uma ideia de nossa condição eterna enquanto alma que somos a priori.

Vida no Planeta

Teoriza-se de que a vida, em nosso planeta, ocorreu através da “animação” de determinadas matérias inanimadas.

É a teoria que dá conta da chamada “sopa fundamental” ocorrida em um ambiente que tornou possível a existência da vida a partir de processos químicos e físicos.

Porque a vida teria surgido no meio líquido e aflorado à superfície a partir do momento em que houve condições propícias.

A presença da água tornou possível o surgimento dos primeiros seres unicelulares. E mesmo fora do meio líquido, o elemento água ainda é o responsável pela manutenção da vida.

Olhando a vida sob esse prisma, é fácil se espantar que a existência da vida se dê a partir de elementos materiais que se entrelaçaram.

Uma quase infinita combinação de elementos naturais deram como resultado uma forma de existência conceituada como vida.

E o que seria a vida, afinal? Apenas uma combinação complexa de elementos que se perpetuam num tempo definido?

Por sermos elementos materiais com combinações complexas, é natural especularmos sobre a própria existência.

Aliás, é incrível constatar como combinações complexas de elementos fundamentais chegaram ao ponto de tentar definir a própria existência.

Mas a vida é um conjunto de existências de elementos fundamentais sob combinações complexas que se desenvolvem em um meio terreno específico.

Dependemos desse meio específico que ajudou no nosso desenvolvimento enquanto ser vivo.

Mas, tendo como base a teoria mais aceita sobre a nossa existência enquanto seres vivos, seria correto aplicá-la a outros mundos?

Será que em outros mundos, em outros planetas, o que poderíamos conceituar como vida poderia surgir sob outros fatores tão ou mais complexos?

É incrível como o homem alcança, cada vez mais, nem que seja a passos de tartaruga – dado o tamanho do universo -, uma visão geral de outros mundos.