Ambiente Espiritual

Já refleti um pouco em outro post que teríamos dois caminhos excelentes para adentrarmos em um ambiente mais afeito à espiritualidade cristã, e um deles seria a percepção da existência da própria alma, em que uma vez constatada essa existência um mundo novo se abre.

Outro caminho seria a experiência de um milagre. Mas não um milagre qualquer, de qualquer jeito, resvalando até para um truque de mágica ou algo que o valha, mas um milagre atrelado à esfera cristã, num ambiente cristão, perto de uma igreja cristã, porque tal milagre seria atribuído de imediato e sem maiores dúvidas ao mundo cristão.

Mas existiriam momentos e ocasiões mais propícios para que esses milagres e essas percepções se tornem mais fáceis de serem conseguidas? Sim. Porque infelizmente a maior parte da humanidade ocidental acha-se inserida em uma rotina em que interesses e necessidades imediatas são administradas cotidianamente, principalmente em grandes centros urbanos, e torna-se mais difícil se concentrar em outra realidade que não seja essa realidade cotidiana.

Podemos até notar que no começo dos finais de semana por vezes nos mostramos menos concentrados nessa realidade cotidiana quando nos damos conta de que uma parte dos afazeres geralmente ligadas ao trabalho não se farão presentes. Entra-se numa aura um pouco mais relaxada e acabamos concentrando as atenções em afazeres mais lúdicos como assistir televisão, atividades esportivas, pequenos passeios, etc.

Tomando por base essa experiência de que nos damos conta que existem momentos mais propícios para o desenvolvimento de uma espiritualidade cristã, ou nos voltarmos para a Realidade Primeira que torna-se o Fundamento de uma existência material ou não material, procuremos, sempre que possível, nos voltar para essa Realidade e tentar se inserir num contexto que, a priori, não influenciaria em sua vida cotidiana habitual, mas que poderia até ser a saída para a sua vida cotidiana habitual quando essa se mostra infrutífera sob vários pontos de vista pessoais.

E esse é um elemento importante para que possamos sair desse cotidiano habitual em que estamos inseridos: a tristeza. Porque existe uma máxima que nos faz ver que a tristeza é permitida por Deus para que a nossa existência saia desses parâmetros em que a mesma está inserida cotidianamente. E essa máxima só é levada realmente em conta quando nos damos conta de que foi num momento de tristeza que buscamos outro sentido para a existência em que um fato extraordinário, talvez até sobrenatural, tenha acontecido. Em outras palavras, uma espécie de milagre.

Então, procuremos esses momentos mais descontraídos, e sempre que possível até mesmo uma pequena viagem para um local diferente, longe da rotina que nos mantêm com a mente voltada sempre para os mesmos afazeres, problemas, ou situações a serem administradas.

Procuremos um contato com o Criador a partir do caminho que Ele deixou aqui na terra para que O busquemos sempre. Porque esse caminho é um caminho privilegiado, construído por muitos que entregaram a própria vida em busca desse Ideal construído há dois milênios.

Mesmo que não se tenha ainda a percepção, ou a noção da existência da alma, permitir que o Criador elabore e desenvolva pequenos milagres que sejam, é saber que a partir dessas percepções extraordinárias em um ambiente totalmente cristão, é sentir na própria alma a existência do Criador; é olhar para montanhas sendo iluminadas ao longe pelo sol poente e ver naquela paisagem um presente, ou uma imagem que deva ser perpetuada como forma de lembrança desse momento especial. Um momento em que houve um pequeno milagre.